segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Minhas impressões – O que há de estranho em mim – Gayle Forman


***** Livro enviado pela Editora Arqueiro, parceira do blog *****


Arquivo particular


Brit tem 16 anos, mora com o pai, a madrasta e o meio-irmão, Billy. Ela é guitarrista e vocalista na banda Clod, junto com Denise, Erick e Jed, todos com mais de 18 anos. Ela tem algumas tatuagens e pinta mechas pink no cabelo. Não usa drogas e não bebe. Não se dá bem com a madrasta, principalmente após o nascimento de Billy, e sente  muito a falta da mãe, que desapareceu após ter algumas crises neurológicas.


Um dia ela sai com o pai para o que seria uma viagem ao Grand Canyon, mas quando chegam ao reformatório Red Rock, ela fica sem entender o que estão fazendo ali. Seu pai diz que é uma escola que vai ajuda-la a superar sua rebeldia. Automaticamente ela associa o reformatório como sendo uma imposição da sua madrasta, e não tem escolha senão entrar e se adaptar a essa nova rotina, mesmo não aceitando e não entendendo a necessidade de tudo isso.

Dentro da Red Rock, ela fica sabendo que as pessoas são classificadas em níveis (1 a 6), e que cada nível tem seu grau de liberdade e responsabilidade. Uma nível 1 é praticamente uma enclausurada, que fica somente no quarto. Nível 2 tem um pouco mais de interação com as colegas e assim sucessivamente, até o nível 6, quando podem auxiliar e fiscalizar as novatas, e logo receberão alta. Qualquer delito pode levar a um rebaixamento de nível, e muitas estão dispostas a dedurar as outras por qualquer coisa só pela possibilidade de subir de nível. Mas elas vivem praticamente como presidiárias, e o auxílio psicológico ou psiquiátrico de que necessitariam é muito negligenciado, assim como a educação escolar que deveriam receber.

Mesmo com toda a fiscalização a sua volta, que não permite muita conversa entre elas, Brit faz amizade com outras meninas, de níveis diversos, que estão lá por motivos bem diferentes: Virginia (V.) está na Red Rock por ter escrito poemas e cartas suicidas, Cassie foi internada porque seus pais descobriram que ela é homossexual, Bebe porque supostamente é ninfomaníaca, e Martha por ter compulsão alimentar. Brit acredita estar ali por causa da madrasta, e as meninas começam a chama-la de Cinderela.

Elas são submetidas a sessões de puro assédio moral, onde uma é colocada ao centro e precisa ouvir “verdades” e acusações das demais para enfrentar seus problemas, e só pode sair da roda quando derramar algumas lágrimas, em sinal de arrependimento e aceitação de culpa. Brit é durona, e demora a enfrentar seus medos.

As cinco se encontram uma vez por semana secretamente, durante a madrugada, e aos poucos começam a perceber muitas coisas erradas acontecendo na Red Rock. As coisas ficam bem piores quando Martha precisa ser internada em um hospital por ter sido obrigada a fazer exercícios excessivos sob o sol e receber pouca hidratação. As outras meninas decidem tomar providências para provar que a Red Rock não é nada do que seus pais e a comunidade pensam, e começam a correr riscos para levar adiante a missão que assumiram.

O livro é curtinho, a leitura fluiu rapidamente, e a história é bem bacana.

Os pais levavam suas filhas ao reformatório na esperança de ajuda-las, mas não sabiam o que de fato ocorria dentro dos muros da suposta escola. Brit supunha que sua madrasta era a culpada por ela estar ali, mas sempre que tinha “consultas” com a Dra. Clayton, ela a forçava a admitir que Brit tinha medo de ficar igual à sua mãe, que sofria com crises neurológicas e fugiu da família. A amizade entre as meninas é muito bacana, e elas procuram se ajudar entre si como podem. Os amigos de banda de Brit são bem legais também, apesar de aparecerem poucas vezes na narrativa, eles deixam claro que o lugar dela na Clod estará garantido quando voltar. Ela é apaixonada por Jed, e alimenta esperanças quando começa a receber correspondências dele no reformatório.



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Nome: O que há de estranho em mim

Autora: Gayle Forman

Editora: Arqueiro

Sinopse:

Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. 

Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão. 

Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.

http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/o-que-ha-de-estranho-em-mim/

2 comentários:

  1. Nossa, o livro parece ser assustador, coitado do pessoal que vive nessa instituição, e nem foram condenados por nada, total absurdo.

    Já to revoltada aqui, kkk.

    Beijos

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    Respostas
    1. São medidas bem drásticas, fico imaginando se existem lugares assim mesmo.

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