segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Minhas impressões – Dez coisas que aprendi sobre o amor – Sarah Butler

O livro foi lançado em setembro, mas somente no começo de dezembro recebi a versão completa enviada pela Editora Novo Conceito.
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Arquivo particular


Recebi da Editora Novo Conceito a degustação desse livro (ebook) em agosto, e fiz a resenha do início da história aqui. Agora em dezembro recebi o livro físico com a história na íntegra.
Daniel é um morador de rua, que tem o costume de escrever listas de 10 coisas. Ele sabe que tem uma filha adulta, mas não a conhece, e tudo ao seu redor lembra-o dela. Alice é a caçula de três irmãs, elas perderam a mãe ainda crianças e o pai está muito doente. Ela volta de uma viagem de trabalho quando fica sabendo da situação dele.

A narrativa se intercala entre Alice e Daniel, sempre iniciando cada uma com uma lista de 10 coisas feita por eles. O que diferencia a lista de cada um é o estilo da fonte impressa. As partes da história narradas (ou pensadas) por Daniel são confusas, pois ele fala da filha e também se refere a um homem, que ele não sabe se já morreu ou não. É difícil identificar quando ele está falando de um e de outro. A narrativa de Alice é um tanto mais clara, ela lembra coisas da infância e momentos de seu relacionamento com seu ex, Kal. Ela percebe, desde pequena, que seu pai age de forma distinta entre ela e as irmãs, Cee e Tilly, e percebe também que as irmãs parecem saber de algo que ela não sabe, mas fica por isso mesmo e ninguém esclarece nada. Cee e Tilly sempre comentavam que tudo era mais divertido e feliz antes de Alice nascer, mas nada além disso.
Daniel narra as lembranças de seus encontros com a mãe de Alice, Julianne, até que ela lhe revela sobre a gravidez e não o procura mais, embora ele quisesse ficar com ela e a filha, mas ela deixa claro que tem as outras meninas e que o marido já sabe da gravidez. Quando ele a procura na casa onde ela morava, descobre que a família se mudou, e não consegue mais encontra-los. Outra coisa que fica no ar é o que levou de fato Daniel a viver nas ruas, já que na época de seus encontros com Julianne ele tinha uma vida simples, mas trabalhava e tinha um lar. Ele se ressente por seu pai ter se suicidado quando ele ainda era jovem, e por sua mãe ter ficado sozinha.
Poucos dias após a chegada de Alice, o pai delas morre. Daniel vê o anúncio da morte de Malcolm no jornal e resolve ir até o funeral para ver a filha e tentar se aproximar. Ele vai até lá mas não tem coragem de falar com ninguém, até que encontra Marina, amiga de Julianne e dona do apartamento onde ela e Daniel se encontravam. Eles não se conheciam pessoalmente, mas sabiam da existência um do outro. Ele a reconhece das fotos que havia no apartamento, diz a ela quem é e vai embora. Ela preocupa-se que ele tenha dito algo a Alice. Kal, ex namorado de Alice também vai ao funeral, e ela fica muito abalada com o reencontro.
Como Daniel não chega a falar com Alice, ele começa a deixar pequenos objetos na entrada da casa da família. Ela resolve ficar na casa até que se resolvam as questões da venda, já que suas irmãs tem suas próprias casas. Os objetos deixados por Daniel tem um significado para ele, e ele espera que Alice entenda a sua mensagem. Ela encontra os objetos e apesar de não compreender quem os deixou e porque, ela resolve guarda-los e se pega até ansiosa por encontrar outros, dia após dia. Quando Daniel finalmente encontra coragem de falar com ela, ela não entende bem porque sente-se familiarizada, mas percebe que pode confiar nele.
O desfecho da história acaba ficando mais por conta do leitor, porque não fica muita coisa explícita.
Eu gostei de alguns personagens, apesar de não entender porque alguns não foram melhor explorados, como Anton, um outro morador de rua que Daniel conhece em um abrigo e ajuda a escrever uma carta para a filha que mora em outro país. Gostaria que eles tivessem se encontrado posteriormente para saber se Anton conseguiu o emprego que queria e se teve notícias de casa. Marina poderia ter participado mais também, quem sabe até sendo a porta-voz da história entre Daniel e Julianne, contando a Alice o que aconteceu. A relação entre Alice e Kal também ficou bem estranha e difícil de entender. Eu fiquei com muita pena da Alice, que era amada pelas irmãs, mas carregava o fardo de se sentir culpada pela falta de diversão e felicidade na família. Além disso, ela amava Kal mas não podia ficar com ele da forma como gostaria. No geral, a história é boa, mas acho que poderia ter sido um pouco mais bem explorada.

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Nome: Dez coisas que aprendi sobre o amor
Autora: Sarah Butler
Editora: Novo Conceito
Sinopse:
Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?
http://www.editoranovoconceito.com.br/dez-coisas-que-aprendi-sobre-o-amor/

2 comentários:

  1. Puxa, dá uma dó quando o autor não explora bem aqueles personagens que poderiam ter sido explorados. Achei o livro um pouco estranho. Deu pra se emocionar com ele?

    Beijos

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    Respostas
    1. É bem estranho mesmo, Deise. Vou falar um pouco mais dele aqui, COM SPOILER, se você quiser saber mais.


      Primeiro de tudo... a mãe de Alice tinha as duas meninas, e ao leva-las em um museu, conheceu Daniel, que era segurança do local. De alguma forma, eles começaram um romance, que acabou quando ela engravidou da Alice. Ela simplesmente deu um pé no cara, dizendo que o marido assumiria a criança e nem deu a chance dele conhecer a filha. Depois que ela termina com ele, a família se muda, e Daniel, que sabia onde eles moravam antes, perde qualquer referência sobre eles. Aí a vida dele, que já não era tudo aquilo, vai degringolando de vez ao ponto dele se tornar morador de rua. De outro lado, a mãe de Alice morre em um acidente de carro quando a menina tinha cerca de 5 anos. Alice sempre ouvia suas irmãs falando que todos eram muito mais felizes antes dela nascer, e que o pai delas mudou demais quando a mãe ficou gravida dela. Fica no ar se as duas sabem de alguma coisa ou não, mas acho uma palhaçada culpar a Alice por algo que de maneira alguma foi culpa dela. Além disso, ela se culpava pela morte da mãe, que morreu indo busca-la no balet. Ela se sentia uma estranha no ninho, tanto que assim que foi possível, arranjou um emprego para ficar bem longe de tudo e de todos, só voltando quando o pai estava morrendo. Como se não bastasse todo esse drama familiar, ela namorava o tal do Kal, um indiano que ficou com ela por uns 2 anos sem assumir o relacionamento para a família dele, que não aceitaria ele casar com uma pessoa não indiana. Enfim, para ele era muito cômodo ficar com ela assim escondido, só que ela não aceitou e deu um pé nele, ficando com uma dor de cotovelo gigante. Aí, pensa só... toda essa carga emocional que ela já tinha, o pai morre, e aparece um mendigo na porta dela, que não fala coisa com coisa. Porque o cara também não sabe bem o que dizer ou como se aproximar dela. Fica bem estranho, eles tem umas conversas meio desconexas, e no fim das contas ficam meio amigos, mas ela fica sem saber a verdade. Do jeito que ela começou o livro, ela terminou, sem entender porque se sentia um ET no meio da família, e agora sem o pai que ela pensava ser o dela. Ah, e não aprendi nenhuma coisa sobre o amor no meio desse rolo todo, quanto mais dez... rsrsrsrsrs

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