quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Minhas impressões - A voz do arqueiro - Mia Sheridan

***Livro enviado pela Editora Arqueiro, parceira do blog***


Os capítulos são intercalados entre narrativas de Bree Prescott, no presente, e narrativas de Archer Hale, em situações marcantes de sua infância e também dos dias atuais.
Bree e seu pai, Charles, eram muito próximos, principalmente após a morte da mãe dela, alguns anos antes. Ela passou por momentos traumáticos ao presenciar um criminoso atirar e matar seu pai, que era surdo e não entendeu quando ele deu voz de assalto. Pouco tempo depois, atormentada diariamente por flashbacks da noite do assalto, ela resolveu sair de sua cidade em busca de um pouco de paz e segurança. Quando Bree chega a Pelion, onde havia passado férias com sua família há muitos anos, ela aluga um chalé, onde pretende ficar por tempo indeterminado, e começa a trabalhar em uma lanchonete local, onde faz amizade com duas outras garotas, Melanie e Liza, além de Anne, uma senhora que mora ao lado do chalé. Bree conhece Archer quando sua sacola de compras rasga e ele a ajuda a recuperar o conteúdo. Intrigada porque ele não diz uma só palavra, ela pergunta às moças que conheceu na lanchonete sobre ele, e descobre que Archer não teve um passado muito fácil, e que depois de se recuperar do acidente em que seus pais Allyssa e Marcus Hale, e seu tio Connor Hale morreram, nunca mais falou, e foi criado por um tio meio estranho, o que lhe rendeu uma fama de esquisito.
Archer começa narrando sua infância, desde um pouco antes do acidente, quando sua mãe resolve sair de casa com ele e deixar seu pai, que a agredia com frequência. Fica no ar que Archer sente-se culpado de alguma forma pelo que aconteceu à sua família, mas ele só nos conta o que realmente aconteceu mais para o final do livro. Em suas narrativas e pelo que as pessoas na cidade contam, fica claro que ninguém deu muita importância ao pequeno Archer depois do acidente, e que seu tio Nate, com quem ele ficou depois de tudo, acabou por fazer dele uma pessoa um tanto anti social, na intenção de protege-lo da opinião alheia, e da dificuldade de se comunicar. Isso fica mais óbvio quando algumas pessoas o veem interagindo com Bree, e recomendam que ela tome cuidado porque consideram Archer muito estranho. Bree e ele acabam se encontrando em outras oportunidades, e começam a conversar pela linguagem de sinais, que ele aprendeu em um livro e ela conhecia por causa da condição de seu pai. Ela percebe que ele é muito inteligente e gentil, e eles logo se tornam amigos. Bree conhece também Travis Hale, primo de Archer e filho de Connor e Tori, que começa a paquera-la descaradamente. Ela sai com Travis, tentando se divertir e ter uma vida normal, mas não consegue ficar tão à vontade com ele como se sente na companhia de Archer. Bree é abordada também pela mãe de Travis, Victoria Hale (Tori), que também a aconselha a ficar longe de Archer. Mas alguma coisa no jeito esnobe de Tori deixa Bree desconfiada.
A amizade de Bree e Archer logo se torna algo mais, e apesar das tentativas de Travis de afastar os dois minando a auto estima de Archer, eles tem muitos bons momentos. Além de Travis, alguns outros fatores acabam interferindo e deixam Archer extremamente inseguro com relação à sua capacidade de interagir e se relacionar com as pessoas, entre elas Bree.
Archer e Bree são muito traumatizados em determinados aspectos, e um acaba ajudando o outro a superar algumas dificuldades. É muito legal imaginar os diálogos em libras que eles tem, porque mesmo ela sabendo que ele escuta, muitas vezes evita falar com a voz, preferindo usar a linguagem dele.
  
Arquivo particular

Nome: A voz do arqueiro
Autora: Mia Sheridan
Editora: Arqueiro
Sinopse:
Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A voz do arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor. Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar. Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde. Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda. Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.

Texto extraído do arquivo enviado pela editora

2 comentários:

  1. Que interessante. Pela capa achei que ia ser do tipo HOT, mas pela sua resenha não parece ser do gênero, parece ser um romance leve, talvez com pitada de drama?

    Beijos

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    Respostas
    1. Até tem algumas partes mais hot, mas fazem sentido dentro do contexto da história, e não são pesadas. Tem drama sim, e foge do clichê mocinho salva mocinha, porque nesse livro quem mais precisa ser salvo é ele... A história é bem bonita!

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