segunda-feira, 22 de junho de 2015

Minhas impressões – Caixa de pássaros – Josh Malerman

Já tinha lido sobre o livro no Facebook, o pessoal elogiando, dizendo que dava medo e que era aterrorizante. Medrosa que sou, demorei para ter coragem de ler, apesar da curiosidade. Eu, particularmente, não achei tudo aquilo não. Não me senti tão afetada pela história como me senti lendo “Objetos cortantes”, da Gillian Flynn (aqui). Imaginei que a sensação ao ler “Caixa de pássaros” seria mais intensa ou mais perturbadora, mas achei que dos quatro momentos mais críticos da história, na minha opinião, apenas os dois primeiros me deixaram tensa de verdade, de ter que parar de ler e respirar um pouco. Depois, parece que só foi mais do mesmo, e eu estava anestesiada e não tinha mais tensão alguma, e olha que dois desses momentos mais para o final do livro, deveriam ser “os momentos” da história (pelo menos eu acho), mas não conseguiram me impressionar, e a leitura ficou cansativa.
Bem, vamos à história em si. Malorie vive com duas crianças de quatro anos em uma casa de janelas cobertas e portas trancadas, e só se pode sair da casa em segurança com os olhos vendados, porque alguém/algo está à solta nas ruas e não pode ser visto, pois causa estranhas reações nas pessoas, que matam as outras e cometem suicídio em seguida. Essa casa onde Malorie mora com as crianças era habitada por outras pessoas também, e funcionava como um refúgio para sobreviventes, mas todos os outros foram afetados pela coisa/criatura e só restaram os três. Malorie treinou as crianças para serem exímios ouvintes, e usarem a visão o mínimo possível, dentro de casa, para que em um dia que ela julgasse ser seguro sair da casa, eles pegassem um barco e fossem procurar um lugar seguro, com olhos vendados e ouvidos bem atentos. A história tem os capítulos intercalados entre o passado (quando começaram as mortes) e o presente (Malorie na casa com as crianças, cogitando a fuga). À medida que avançamos do passado rumo ao presente, vamos compreendendo como tudo aconteceu, como Malorie chegou na casa, como as pessoas interagiam entre si nesse refúgio. No presente, acompanhamos a fuga dela e das crianças rio abaixo, em busca do “local seguro” que ela ficou sabendo que existia. Eu não tinha ideia de como terminaria a história, mas com certeza não pensei que fosse da forma como terminou. Achei o desfecho “ok”.

http://www.intrinseca.com.br/livro/460/

Nome: Caixa de pássaros
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Sinopse
Quatro anos depois de as mortes terem começado, há poucos sobreviventes em Michigan. Malorie e seus dois filhos pequenos estão entre eles. O trio faz parte do grupo que tenta resistir em um mundo no qual abrir os olhos pode ser fatal. Vivendo em uma casa abandonada, Malorie e os filhos não sabem o que se passa do lado de fora. Sempre com as janelas e portas cobertas e sem comunicação com o exterior, o local é uma área isolada no meio do caos. Até o momento em que uma misteriosa neblina atinge a região e Malorie toma uma decisão que adiou por muito tempo. Após quatro anos trancados, Malorie e as crianças fogem da casa em um barco a remo na esperança de encontrar um lugar distante do surto que matou todos ao seu redor. De olhos tapados, os três encaram uma viagem assustadora rumo ao desconhecido. Com uma trama cheia de suspense e terror psicológico, Caixa de pássaros explora a essência do medo em um mundo pós-apocalíptico.
http://www.intrinseca.com.br/livro/460/

2 comentários:

  1. Não gosto muito de livros que me deixam com medo, kkk,mas essa história me deixou intrigada. Fiquei curiosa pra saber se eles conseguem ir para o local seguro.

    Beijos

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    Respostas
    1. Assim, deu pra perder o fôlego em algumas partes, mas depois pra mim, perdeu a graça (ou o medo)... fica meio repetitivo, e na parte que era pra ser o ápice da história, eu estava rindo mais do que ficando com medo. Mas, gosto é gosto, eu tinha lido muitas resenhas antes de encarar essa leitura, e todos unânimes dizendo que dava muito medo. Cada um lê/interpreta de um jeito, e isso afeta de maneiras diferentes o leitor, né?

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