terça-feira, 26 de maio de 2015

Minhas impressões - O voo da libélula - Michel Bussi

Sinceramente? Não sei se eu que estou muito impressionável ou se realmente os escritores estão muito bons em prender a atenção do leitor. Assim como tenho gostado do estilo do Harlan Coben, que sempre me surpreendeu no final com uma solução inimaginável, como Samantha Hayes me deixou grudada em "Até você ser minha", Michel Bussi foi infalível.

Bom, toda a história começa com a queda do avião, em 1980, e a descoberta de uma pequena sobrevivente sobre a neve, que foi arremessada antes de a aeronave pegar fogo. Como havia duas bebês de 3 meses no avião quando ele caiu, e os pais de ambas morreram no acidente, e os avós tinham tido pouco ou nenhum contado com elas, ficou a dúvida que gerou toda a discussão e disputa por parte das famílias: a bebê é Émilie Vitral ou Lyse-Rose de Carville? Nessa época não havia exame de DNA, então buscam-se indícios que comprovem quem são os avós da menina, e se ela é irmã de Malvina de Carville, 6 anos, ou de Marc Vitral, 2 anos.

Após meses de disputa judicial, o veredito sai a favor dos Vitral, declara-se que a sobrevivente é Émilie Vitral e que Lyse-Rose de Carville morreu em decorrência do acidente. A família Vitral é mais humilde, enquanto a família de Carville é muito rica. Muito mesmo. Tão rica que a avó Mathilde de Carville contrata o detetive Crédule Grand-Duc para descobrir se de fato a menina não é sua neta. Ela dá a ele um prazo de 18 anos para investigar. Parece muito tempo, mas diante das parcas evidências da história, não é tanto tempo assim.
Enquanto isso, Émile, ou Lylie, como ficou conhecida, cresce em companhia de Marc, sempre ciente de sua situação nada convencional, e sabendo da dúvida que de certa forma paira sobre sua origem. É nessa dúvida que mora o perigo, porque os dois começam a perceber um outro tipo de sentimento brotando entre eles, e começam a desejar que de fato não fossem irmãos. Do outro lado, há Malvina de Carville, que cresceu se negando a acreditar que a irmã tivesse morrido, e considera os Vitral como inimigos que roubaram a irmã dela; ela ficou de fato meio maluca com a história toda.
Foram apresentados os fatos pouco a pouco, a balança pendia para um lado, pendia para outro, conforme o que estava escrito no diário de investigação do detetive Crédule Grand-Duc, que após anos de infrutíferas investigações decide tirar a própria vida e deixar o diário para Lylie .Quando nos são apresentados Lylie e Marc, com 18 e 20 anos, respectivamente, ela já tem conhecimento do diário do detetive e de todo o conteúdo. Ela o entrega a Marc, pede que ele leia e sai, dizendo que precisa resolver algumas coisas e que não é para ele procurá-la por um tempo. Ele acaba obedecendo e perde o rastro dela, que desliga o celular. Quanto mais ele (e nós) lemos o diário, mais confusos ficamos sobre quem realmente Lylie é.
São tantos mistérios que vão surgindo que fica difícil falar da história sem parecer que é spoiler, mas podem ter certeza, os fatos só são esclarecidos no penúltimo capítulo, e como eu disse, durante a história a balança oscila sem dó para os dois lados, deixando a gente com pena de todo mundo, porque se os dois são irmãos, não podem se amar, e se não são, Lylie viveu uma grande mentira por 18 anos. É de deixar qualquer um maluco só de pensar em estar na pele da coitadinha.
Vamos lendo junto com Marc o diário, e acompanhando sua saga até a casa do detetive, a casa dos de Carville e a casa da avó, Nicole. Muita coisa acontece depois disso e no meio do caminho, até a descoberta da verdade e do paradeiro de Lylie.
E antes que reclamem e pensem como eu, que depois de alguns anos já havia exame de DNA, eu esclareço que foi feito um sim, quando Lylie tinha 15 anos, apesar dela não saber. Tudo estaria resolvido com a divulgação do resultado, mas nada é tão simples assim quanto pode parecer.
Amei esse livro!!!
http://www.saraiva.com.br/o-voo-da-libelula-8657828.html


Nome: O voo da libélula
Autor: Michel Bussi
Editora: Arqueiro

Sinopse:
Na noite de 23 de dezembro de 1980, um avião cai na fronteira entre a França e a Suíça, deixando apenas uma sobrevivente: uma bebê de 3 meses. Porém, havia duas meninas no voo, e cria-se o embate entre duas famílias, uma rica e uma pobre, pelo reconhecimento da paternidade.
Numa época em que não existiam exames de DNA, o julgamento estende-se por muito tempo, mobilizando todo o país. Seria a menina Lyse-Rose ou Émilie? Mesmo após o veredicto do tribunal, ainda pairam muitas dúvidas sobre o caso, e uma das famílias resolve contratar Crédule Grand-Duc, um detetive particular, para descobrir a verdade.
Dezoito anos depois, destroçado pelo fracasso e no limite entre a loucura e a lucidez, Grand-Duc envia o diário das investigações para a sobrevivente Lylie e decide tirar a própria vida. No momento em que vai puxar o gatilho, o detetive descobre um segredo que muda tudo. Porém, antes que possa revelar a solução do caso, ele é assassinado.
Após ler o diário, Lylie fica transtornada e desaparece, deixando o caderno com seu irmão, que precisará usar toda a sua inteligência para resolver um mistério cheio de camadas e reviravoltas.
Em O voo da libélula, o leitor é guiado pela escrita do detetive enquanto acompanha a angustiada busca de uma garota por sua identidade.
http://www.saraiva.com.br/o-voo-da-libelula-8657828.html

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