terça-feira, 15 de julho de 2014

Minhas impressões – Corações feridos - Louisa Reid

Depois de (finalmente) terminar a leitura do 5º livro das Crônicas de Gelo e Fogo – A Dança dos Dragões, de George R.R.Martin, meu escolhido foi esse, Corações Feridos, de Louisa Reid.


http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/5280887

Nome: Corações feridos
Autora: Louisa Reid
Editora: Novo Conceito
Sinopse
Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Enquanto Hephzi é linda e voluntariosa, Reb sofre da Síndrome de Treacher Collins — que deformou enormemente seu rosto — e é mais cuidadosa. Apesar de suas diferenças, as garotas são como quaisquer irmãs: implicam uma com a outra, mas se amam e se defendem. E também guardam um segredo terrível como só irmãos conseguem guardar. Um segredo que esconde o que acontece quando seu pai, um religioso fanático, tranca a porta de casa. No entanto, quando a ousada Hephzibah começa a vislumbrar a possibilidade de escapar da opressão em que vive, os segredos que rondam sua família cobram-lhe um preço alto: seu trágico fim. E só Rebecca, que esteve o tempo todo ao lado da irmã, sabe a verdadeira causa de sua morte... Hephzi sonhara escapar, mas falhara. Será que Rebecca poderia encontrar, finalmente, a liberdade?
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/5280887


O livro é bem forte, e de começo não dá para imaginar o tamanho do drama vivido pelas gêmeas, mas pouco a pouco, em narrativas distintas, elas vão nos colocando a par da realidade sinistra que vivem (viviam, no caso da Hephzi). É chocante, é marcante, e ao mesmo tempo confuso, até que no final tudo fica esclarecido. Mas até chegar lá, milhões de sentimentos passam pelos nossos olhos. É impressionante também a falta de compaixão e comprometimento retratados no livro, por parte da família das meninas. Pessoas que de fato conheciam ou suspeitavam da situação mas que fecharam os olhos (por medo, por impotência, por puro descaso?) diante dessa realidade.

Essa leitura me impõe alguns questionamentos... Até que ponto conhecemos de fato as pessoas? Até que ponto pessoas aparentemente de boa índole (como o pai delas, que era um fanático religioso, pastor e tudo o mais) escondem monstros dentro de si? E mais, até que ponto pode-se (ou deve-se) ficar de olhos fechados para realidades tão absurdas? Até que ponto as pessoas são (ou não) livres para fazerem o que quiserem?

Gostei do livro, é um forte candidato à releitura.

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